hamburguerOlá Ácidos! Vocês comeriam um churrasquinho de carne sintética? rs…
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Buscando a redução de problemas ambientais causados pelo setor pecuário,  e visando alternativas para evitar ou minimizar o abate de animais, cientistas se empenham na produção de carne em laboratório.
A fabricação de alimentos artificiais não é nenhuma novidade, porém em 2012 saíram notícias de que cientistas da Universidade de Maastricht, na Holanda, estavam trabalhando no desenvolvimento de carne sintética.
O processo consiste no cultivo de carne vermelha à partir de células-tronco retiradas do tecido muscular dos bovinos.

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Em Agosto de 2013, veio então a notícia de que os cientistas concluíram suas pesquisas e conseguiram obter um “protótipo” de hambúrguer sintético, que teve um custo de produção em torno de 760 mil reais!!

O hambúrguer foi preparado e comido diante de câmeras de televisão, para proporcionar grande popularidade midiática no encerramento dessa experiência.
O evento de lançamento, aconteceu em Londres e contou com a presença de alguns degustadores. O sabor e a textura foram definidos como similares aos da carne natural, porém observaram claramente a falta de gordura e a proximidade a um “bolo de proteína”.

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O respaldo à pesquisa foi financiado por “apoiadores” anônimos, sendo que alguns foram divulgados no evento. Os principais nomes são: Bill Gates (da Microsoft), Sergey Brin (co-fundador do Google) e Peter Thiel (fundador do PayPal).

Mark Post, responsável pela pesquisa, afirma que a meta do estudo é reduzir o forte impacto ambiental provocado pelo setor pecuário, responsável por 18% das emissões mundias dos gases de efeito estufa. Essa inovação também pode auxiliar na preservação do meio ambiente, já que que o desmatamento ocorre para dar lugar a pastos que visam a criação de animais. Espera-se que, no futuro, não seja mais necessária a criação e o abate de milhões de animais, o que hoje é um processo muito caro para a economia. “A atual produção de carne está no seu máximo, precisamos encontrar uma alternativa”, afirma Post.

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Os estudos apontaram que, com a extração de células-tronco de um único animal seria possível produzir um milhão de vezes mais carne do que seria obtido de uma única carcaça.

Segundo pesquisa da Organização para Agricultura e Alimentação, em 2050 o consumo de carne será dobrado, em comparação aos dias de hoje.
Sendo assim, a síntese de carne em laboratório, mesmo com o alto custo de produção tende a crescer e ganhar notoriedade nos próximos anos.

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    3 Comments on

    1. Parece óbvio que nas próximas décadas, a “regra” será cada um ter uma impressora 3d em sua própria casa, para imprimir desde alimentos até órgãos para transplantes (nesse caso, a tarefa dos médicos cirurgiões talvez ficasse restringida a ir até os lares das pessoas operar os equipamentos necessários para se fazer cirurgias; equipamentos estes também imprimidos nesses lares). Enfim, é muito provável que o lobby poderoso das empresas que atualmente lucram com a matança de animais para consumo ofereça todo tipo de resistência, inclusive através de campanhas para amedrontar a população sobre os riscos da carne in vitro, mas se formos olhar mais para o horizonte, o consumo de carne sem crueldade parece ser o indício de um processo histórico irreversível.

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