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Olá pessoal, tudo bem? : )

Hoje estamos estreando a categoria “Artes” no blog… Ebaaa! Tínhamos em mente a inauguração dessa categoria com a participação de uma ilustradora amiga nossa, porém na correria acabamos adiando e vamos deixar para um futuro próximo ok?

Mas para ainda assim começarmos com grande estilo, escolhemos um artista muito interessante: “Roy Lichtenstein”, um grande nome da “Pop Art”

Bom, pra quem não sabe, “Pop art” é um movimento artístico que nasceu na década de 50 na Inglaterra, mas que alcançou seu ápice, uma década depois em Nova York. O nome “Pop Art” foi criado pelo crítico britânico Lawrence Alloway (1926 – 1990).

A Pop Art propunha assumir a crise artística do século XX, assim, suas obras tinham como foco, demonstrar a massificação de uma cultura popular.
Representando como uma crítica à sociedade capitalista, aquilo que estivesse sendo adotado naquele momento como “modelo”/”moda”, relacionando a cultura como mercadoria em prol da satisfação pública pelos objetos de consumo da época.
Eram utilizados signos estéticos de cores inusitadas, intensas e vibrantes, tendo como materiais principais: gesso,tinta acrílica, poliéster e látex.
A Pop Art valorizava itens do cotidiano transformados em arte, modificando seus tamanhos. O movimento chegou a ser criticado por se comparar à publicidade, mas atravessou os anos evidenciando as qualidades e o talento de cada um dos artistas.

Roy Fox Lichtenstein ( 27/10/1923 — 29/09/1997) foi um artista dos Estados Unidos enraizado na pop art e que procurou em suas obras se utilizar do estilo, da criatividade, das cores e dos clichês em geral das histórias em quadrinhos, de forma artística. Roy misturava o comercial com o abstrato e está inserido num movimento que visa uma crítica implícita da cultura de massa.

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Seu interesse pelos quadrinhos, começou provavelmente com uma pintura do rato Mickey, que criou em 1960 para os filhos.

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No início da carreira, Lichtenstein foi destratado por um crítico, que deu-lhe o simpático título de “pior artista da América”. Cinquenta anos depois, na década de 1970, Lichtenstein estava ocupando o andar mais alto do Centre Georges Pompidou (o centro francês de artes integradas), em resposta ao domínio artístico dos Estados Unidos no pós-guerra. Vai mexer com quem está quieto, não? Haha

O mais marcante na obra de Lichtenstein é que, apesar de influenciado por outros movimentos artísticos, nunca perdia o foco em manter o estilo das HQs, utilizando com cores fortes, marcação de contornos  e técnicas como o pontilhismo, para recriar as retículas dos quadrinhos impressos. Seu trabalho é paciente, planejado e cheio de minúcias.

Atualmente Roy é destaque de uma grande exposição no centro da cidade de Paris.
No site da Fundação Roy Lichtenstein você encontra todas as obras do artista e a cronologia da sua carreira.

Agora vamos conferir alguns trabalhos de Roy:

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CURIOSIDADE:
Vocês podem até não conhecer por nome, mas provavelmente se moram em SP, vão se lembrar de já terem visto o desenho abaixo pintado em um prédio no Centro da cidade!
Um grande grafite foi feito pelo artista Daniel Melime relembra a pop art de Roy Lichtenstein

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O desenho foi confeccionado, quando a Lei Cidade Limpa obrigou a retirada de um enorme outdoor num prédio da avenida Prestes Maia, em São Paulo.
Então o artista Daniel Melim se viu frente à frente com a maior literalmente oportunidade de sua vida: um mural de 25 x 30 metros que trouxe charme para a região e deixou tudo mais colorido.

 “Aquele lugar sempre foi conhecido por ter um grande outdoor. Então peguei elementos da propaganda – imagens clichês meio anos 50, a tipografia, balões – e fui desconstruindo cada um deles até criar um desenho”, disse Melim.

Quase dois anos depois de finalizada, a obra correu o risco de ser apagada, mas conseguiu se manter e deve continuar lá por mais algum tempo, graças a uma mobilização popular que arrecadou os R$ 26 mil necessários para a renovação do aluguel do espaço no prédio. Do contrário, o desenho seria todo coberto pela cor verde.

Muito bacana não acham?

Esperamos que tenham gostado, beijos e até a próxima.

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    4 Comments on

    1. Adorei o post! Sempre gostei de artes, mesmo não tendo muita informação a respeito, c/ certeza vou curtir bastante essa nova categoria.
      Pelas fotos, achei que o Roy F. Lichtenstein é muito parecido fisicamente com a filósofa estadunidense Judith Butler, será que são parentes? (rs)
      Bjs

      • Muito obrigada Kellen, esperamos que continue curtindo a categoria!
        E tem razão! Eles se parecem mesmo… Nós demos uma pesquisada rápida e não encontramos nenhum parentesco, mas se você souber de algo, nos diga hehe…
        Muito interessante essa filósofa aliás… Nós vamos ler mais sobre ela, e quem sabe mais pra frente fazer um post! 🙂
        Muito obrigada pela sua dica, continue nos acompanhando!
        Beijos

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