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Oi, é a Daphne, e hoje eu vou falar sobre um filme que está no cinema e assisti recentemente: Noé, de Darren Aronofsky.

Confesso que assim, de cara, não me interessaria pelo tema ou gênero do filme. Precisei de uma motivação maior, e no fim, o que realmente me levou a comprar os ingressos, foi a presença de algumas pessoas: Anthony Hopkins, Emma Watson, Logan Lerman e Russel Crowe. Quando soube da direção, também fiquei curiosa.
Pra quem não sabe, Darren Aronofsky também dirigiu o premiadíssimo Cisne Negro, Réquiem para um Sonho, O Lutador e etc. mas nesse filme achei a direção dele impessoal e descaracterizada.

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O filme obviamente basicamente conta a história de como Noé (e sua família) espremeu todas as espécies de animais dentro de uma arca para salvar a humanidade de um dilúvio.
Ok, até aí tudo bem, era mais ou menos isso mesmo que eu estava esperando! Mas me surpreendi, pois aconteceu muito mais.

Ficou um negócio meio didático/documentário do Discovery misturado com filme de ação. Sinceramente achei um pouco bizarro. Tudo acontece no meio do nada entre personagens e criaturas estranhas, de um jeito vago. e pelo que percebi, não é muito fiel à história original.
A cronologia das coisas não funciona muito bem, a narrativa antes do dilúvio foi um pouco monótona, arrastada e provavelmente engoliu uns dois terços do filme com muitas cenas desnecessárias. E aí o ápice e as partes essenciais ficaram apertadas e tudo foi acontecendo rápido, sem o devido amadurecimento de ideias.
A arca, mesmo com a ajuda de uma horda de transformers de pedra trabalhando por anos a fio, continuou parecendo apenas um emaranhado de gravetos sem forma. Sim, você leu certo! Transformers de pedra, que antes eram fadinhas de luz e se transformaram nesses monstros resumidamente para pagar por pecados. Depois uma amiga minha me explicou que foi uma alusão aos anjos caídos. Obrigada Dani!
E aí no fim o Noé surtou e ficou tão obcecado para cumprir a profecia à risca, que começou a tocar o terror na família e em todo mundo. E eu não vou detalhar muito para não dar spoilers, mas achei que ficaram muitas pontas soltas e furos.

Com relação às atuações, achei normais, sem nenhum destaque excepcional para ninguém. Pareceu-me uma grande jogada de marketing que poderia ter sido mais bem aproveitada, já que já estavam lá, não é mesmo? Poxa, Hopkins fazendo papel de Matusalém poderia ter tido mais espaço. Logan Lerman, como sempre fazendo papel de pessoa inadequada no mundo, Emma Watson foi ok, Jennifer Connely quase dispensável, Russel Crowe foi normal…
Enfim, em geral, foi bem produzido, com efeitos, fotografia e trilhas bons e etc. Mas mesmo assim achei um filme esquisito, parece que ao mesmo tempo faltou e sobrou muita coisa.

Acho realmente que Noé é apenas uma versão moderna do “milagre da criação” para ser apreciada no cinema e com único objetivo de entreter e surpreender pela qualidade técnica, o 3D ficou legal.

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    3 Comments on

    1. Concordo com a parte dos Transformers Daph, achei um pouco estranho e foi meu namorado (Rafa) que me explicou também que se tratavam dos anjos caídos. O ilustríssimo Anthony Hopkins mais parecia o Mestre dos Magos (Caverna do Dragão) poderia ter feito uma participação mais efetiva, concordo. Sem falar na Arca que parecia inacabada e do nada sai boiando linda.
      Mas consegui perceber a narrativa de outro ângulo. Fui ao cinema sem expectativa nenhuma, pois não é o gênero de filme que eu gosto, mas queria ver como Hollywood trataria desta história bíblica. Esperava somente a história convencional: Noé, a família, os animais, a arca e o dilúvio. Mas o filme teve mais que isso o que me surpreendeu de certa forma. A ação, as relações do pecado com o homem foram além do que esperava. Mas o que eu mais gostei foi à forma como o filme mostrou o fanatismo religioso e como ele perdura até hoje. Infelizmente ainda há aqueles que acham que o certo e o errado é a igreja que determina. E foi o que Noé acreditou, que Deus queria assim e ele teria que mover céus e pedras para satisfazer a vontade divina, quando na verdade não era bem assim. Ele ficou cego pela fé e não soube discernir o certo do errado. Não soube ‘interpretar’ a missão dada a ele e quase pôs tudo a perder. Bem, não vou me aprofundar aqui, pois como dizem: política, futebol e religião não se discutem. Mas foi isso que abstrai do filme, como ele conseguiu mostrar que o ser humano não é perfeito nem mesmo sendo guiado por Deus.

      • Adorei seu comentário Fe! Você escreveu muito bem e concordo plenamente com tudo. Eu também fui ao cinema com essa curiosidade e me surpreendi positivamente nesse aspecto. Achei muito válida e correta essa mensagem sobre o fanatismo religioso, mostrou um ângulo diferente do que eu esperava, algo a mais para refletir. Achei bom terem passado dessa forma!
        Muito obrigada por comentar e acrescentar informações legais à resenha, Fe. Volte sempre, viu?!
        Beijão

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