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Hoje nossa resenha de filme foi feita pela Fernanda. A Fê é minha amiga do trabalho e escreve super bem, então sempre que possível ela vai participar dando pitacos aqui no blog, hehe.
Esses dias estávamos comentando sobre um filme nacional de suspense/terror que ia estrear. Como eu e ela gostamos muito de filmes desse gênero, então sempre trocamos figurinhas sobre indicações e estreias. E eis que ontem ela foi ao cinema e assistiu o tal filme, que se chama “Isolados”. Acompanhem a opinião da Fê e decidam se vale a pena o ingresso!

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O que se aborda no cinema brasileiro atualmente? Morros, drogas, palavrões, sexo e muitas, muitas gírias. Tantas que às vezes você acha que precisa de legenda para ver um filme nacional, rs. Quando se foge disso, caímos em risadas. Porque brasileiro faz piada de si mesmo, da situação do país, dos problemas, de tudo.

Não que todos os filmes brasileiros tenham sido ruins. Não. “O Auto da Compadecida”, por exemplo, tem uma forte base teórica em “O Auto da barca do inferno” de Gil Vicente. Tropa de Elite me surpreendeu com o roteiro muito bem construído e com a magnífica atuação do Wagner Moura e, por aí vai.

Ultimamente resolveu se arriscar em gêneros poucos explorados: terror/suspense. Mas a escolha do elenco de alguns não agradou muito. Sandy em um filme de terror brasileiro causa estranhamento, não é mesmo?

Reconheço meu pré-conceito com produções cinematográficas nacionais, mas abri mão nesta última quinta-feira para assistir à estreia de: Isolados. Com um trailer e elenco que chamaram minha atenção, fiquei curiosa para saber mais da história.

Bem só para vocês se ambientarem, a história trata de um médico e sua namorada (também sua ex-paciente) que vão para uma casa na região serrana do Rio de Janeiro para descansar. No meio do caminho o médico é alertado sobre uma onda de violência que está acontecendo justamente no lugar onde eles estão indo. Mas mesmo assim – claro, senão não haveria filme – eles prosseguem. A partir de então as coisas começam a acontecer – ou deveriam.

Tinha tudo para dar certo: ótima direção de filmagem, atores competentes e um bom final. Mas não conseguiram amarrar os acontecimentos do decorrer do filme com todo o resto. Um pecado. Levei três sustos, mas foi só isso. A partir dos 45 minutos do filme você já sente que não tem mais salvação. E o pior, você já consegue prever o final.

A atuação de Bruno Gagliasso e da Regiane Alves (esta principalmente) atingiu a minha expectativa, mas o thriller psicológico ficou ralo frente a tudo que a ‘entrega’ dos atores podia fazer.

Estou acostumada a assistir filmes do gênero, e um fator primordial nesse tipo de produção é a coerência no roteiro, o que faltou em Isolados. Muitas vezes você se perdia no filme, ele não te amarrava a tensão que os atores propunham. Duas coisas que mais me decepcionaram: o BOPE – isso mesmo, o BOPE – tentando solucionar os crimes e o Bruno Gagliasso, gastando todas as seis munições da única arma que tinha, atirando nas árvores.

Há no filme elementos que, os habituados com filmes de terror e suspense estão acostumados a ver: bonecas macabras, sustos provocados por efeitos sonoros, carros que enguiçam no meio do nada, paranoia, assassinos desconhecidos, mas nada que pudesse salvar a inconsistência total.

O diretor, Tomas Portella, tentou replicar o modelo hollywoodiano de suspense, ao meu ver, sem sucesso.

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