Já comentamos no blog algumas vezes sobre o quanto gostamos de MasterChef. Toda terça feira aqui em casa é um evento sagrado, no qual preparamos guloseimas e nos acomodamos juntos empolgadíssimos em frente à tv da maneira mais confortável possível, para garantirmos as 3 horas de programa com toda a diversão a que temos direito!

Gostamos dos 3 jurados, mas nosso favorito é Henrique Fogaça, com sua irreverência e espontaneidade. Sempre tivemos muita vontade de conhecer os restaurantes de todos, mas o dele foi o primeiro que, de fato, conseguimos! Sabemos que ele tem mais do que um estabelecimento, mas o que fomos se chama “Sal Gastronomia”. Já tínhamos tentado ir nele há algum tempo, porém a espera  estava tão grande que foi encerrada, pois passaria do horário de fechar a casa. Nessa ocasião, acabamos indo conhecer o ICI Brasserie, outro restaurante que também acabou sendo uma grata surpresa.

Passados alguns meses, resolvemos tentar novamente um jantar no famoso Sal, dessa vez chegando cedo. E fomos! Chegamos por volta das 20h (o local abre as 19h30) e fomos recebidos por um atendente que disse que a fila de espera seria de 2:30 mais ou menos, mas que se desejássemos, poderíamos aguardar no bar do piso superior. Como estávamos sem pressa e realmente com vontade de jantar por lá, decidimos subir e esperar.
O bar era ótimo! Ambientação aconchegante e decoração bonita. Parecia um pequeno restaurante ou café europeu, com iluminação bem baixa à luz de velas e charmosas luminárias, trilha sonora agradável e grandes sofás e poltronas confortáveis e requintados no estilo Noir. Tudo lindo!

As opções de couvert e bebidas também eram bem variadas. Pedimos presunto parma espanhol com pão artesanal, azeite e tomate cereja. Estava divino! Muito saboroso, fresco e com elementos que, apesar de simples, casaram perfeitamente entre si. Para beber, pedimos apenas uma água.

Uma coisa interessante e que nunca tínhamos visto, foi a lista de espera toda automatizada através de um App de celular, no qual é possível acompanhar cada mesa que vaga de acordo com o número de lugares necessários para chegar na nossa vez. Ao mesmo tempo que também somos atualizados de tempos em tempos por sms. Depois do Sal, já fomos a outros locais que estão aderindo a este recurso, então percebemos que é uma tecnologia em ascensão.
O bar era muito agradável, então as 3h que ficamos na espera, passaram relativamente rápidas. Fomos chamados por volta das 23h e assim que entramos, reparamos que o local era confortável, porém sem muitos cuidados com a decoração ou algo do tipo. Era bem minimalista, simples e pequeno. Sem fachada, uma porta de vidro imponente que dá acesso ao corredor, no qual as mesas ocupam apenas o lado esquerdo. À direita está a cozinha e um balcão com banquinhos, nos quais era possível vislumbrar os chefs em ação.

O chef Fogaça estava presente e com seu jeito durão percorria o restaurante e o bar observando e se certificando de que tudo funcionava corretamente. Depois ele sumiu, então infelizmente ele não deve ter sido o responsável pelo nosso pedido. Uma pena!

Não quisemos entrada porque a que comemos no bar, nos bastou.
Optamos então pelo medalhão de mignon com risoto de brie, ervas e molho roti,  que estava muito gostoso! O ponto da carne estava bom e o risoto bem cremoso e agradável. A noz em cima e o molhinho deram um sabor especial!

O outro prato foi o lombo de cordeiro, purê de dois queijos (aligot), funghi e molho de jabuticaba, uma receita que fez parte de um dos episódios do programa, numa prova em que os participantes precisavam reproduzir esse prato da maneira mais fiel possível. Estávamos com a expectativa nas alturas e achamos que ele seria a estrela da noite, já que no programa foi muito elogiado e nos fez ficar com água na boca. Por fim concluímos que, apesar de uma apresentação meio feinha, rs, estava sim bem gostoso, porém não é uma opção que faríamos questão de repetir com frequência. A carne é boa, mas tem o sabor forte, ainda mais estando mal passada como estava. Não quisemos pedir o ponto ao nosso gosto, justamente porque a intenção era provar da forma como era oferecido, mas realmente achamos algumas partes muito vermelhas. Já o aligot e o molho de jabuticabas que acompanhavam estavam perfeitos e combinaram muito bem com tudo. O aligot é uma espécie de purê de queijo que tem uma consistência bem diferente, que envolve a carne e suaviza o sabor. O molho é levemente cítrico, muito saboroso. O funghi também estava gostoso, mas era dispensável.

Para beber, pedimos refrigerante e um suco de melancia natural que foi simplesmente o melhor que já tomamos na vida!

De sobremesa optamos pela torta quebrada de frutas vermelhas com creme inglês. Estava gostosa, a massa era leve e quebradiça e os pedaços de frutas se mesclavam a ela trazendo acidez e suculência. Mas o melhor mesmo era o creme de baunilha, suave e adocicado na medida certa. Tivemos a impressão de que este creme combinaria com qualquer doce do universo ou seria incrível até mesmo puro.

Nossa experiência no Sal foi bem positiva, considerando que a espera, apesar de longa, foi num lugar tão agradável e pudemos já petiscar por lá mesmo. Porém se tivéssemos que esperar em pé ou fora dali, não teria valido tanto a pena não. A comida era gostosa, mas nada de outro mundo. Os valores ficaram em torno de 45 no bar e 200 no restaurante. Um pouquinho salgado para nós, mas de vez em quando pode, rs 🙂

nossa nota8

– O Sal Gastronomia fica na R. Minas Gerais, 352 – Higienópolis,, São Paulo – SP

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