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Esses dias estreou o filme “Entre Abelhas”, que tem Ian SBF como diretor (responsável também pelos vídeos do Porta dos Fundos) e Fábio Porchat como roteirista (juntamente com Ian) e protagonista. Confessamos que, como a maioria dos brasileiros, nós também temos um pouco de ‘pé atrás’ com o cinema nacional. Não chega a ser preconceito porque somos bem receptivos quando o filme nos parece bom. O que acontece é que quase nunca ele é bom, pelo simples fato de ser mal produzido, vazio, apelativo e todas aquelas coisas que todo mundo já sabe. Claro que tem muitas exceções e tal, pena que é uma proporção muito grande de filmes ruins para pouquíssimos bons. Mas enfim!

Entre Abelhas foi um desses da leva dos que nos pareceram bons. Vimos trailer, críticas, sinopses e os horários das sessões batiam com os nossos horários pessoais. Foi o suficiente para darmos uma chance!
O filme conta a história de Bruno, um cara que depois de se separar da esposa e ficar deprimido, começa a parar de ver e ouvir as pessoas. São pessoas aleatórias que simplesmente somem da vida dele.  A trilha sonora foi boa e sincronizada com a sensação transmitida em cada cena. A fotografia também foi muito bem trabalhada e teve seu ápice em alguns momentos com efeitos bem convincentes.
A situação começa a se agravar e o mundo de Bruno começa a ficar cada vez mais e mais vazio e confuso. Preocupada, a mãe, interpretada de forma doce e levemente bem humorada pela sensacional Irene Ravache, começa a procurar meios de ajudar o filho. Conversa, leva ao médico, faz experimentos malucos e tudo que pode para que juntos descubram o que está acontecendo. As atuações dela e de Porchat estão impecáveis, ficamos muito impressionados com a carga emocional que Fábio foi capaz de passar e de como ele rapidamente se desvinculou do rótulo de piadista em tempo integral. Sim, Fábio Porchat sabe fazer drama!

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